Bolsonaro encontra apoiadores e diz que nomeará diretor da PF amanhã

"Ao acompanhar manifestação a favor do governo em Brasília, o presidente afirmou que "não há mais conversa" e que fará cumprir a Constituição"



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, após saudar manifestantes que participaram de carreata em apoio ao governo em Brasília, que não vai mais aceitar interferência no Poder Executivo e que nomeará o novo diretor-geral da Polícia Federal nesta segunda (4). As falas do presidente foram transmitidas ao vivo em sua rede social.

"Queremos a independência verdadeira dos Três Poderes. Chega de interferência. Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência", disse Bolsonaro na rampa do Palácio do Planalto, abraçado à filha, Laura. Ao final da transmissão, o presidente disse que "não há mais conversa" e que fará cumprir a Constituição, dizendo em seguida que fará a nomeação do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. nesta segunda (4).

Presidente culpa governadores pelo desemprego

Durante o ato, Bolsonaro voltou a culpar governadores pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus. "O Brasil como um todo reclama volta ao trabalho. Essa destruição de empregos irresponsável por parte de alguns governadores é inadmissível", disse em vídeo ao vivo.

"O preço vai ser muito alto na frente: fome, desemprego, miséria.
Isso não é bom", continuou. O presidente fez alertas sobre a covid-19, mas ressaltou que o efeito colateral de combate à pandemia não pode ser "pior que os efeitos do vírus".

"Infelizmente, muitos serão infectados, infelizmente, muitos perderão suas vidas também. Mas é uma realidade que temos que enfrentar", disse o presidente.

O presidente desceu a rampa duas vezes e se aproximou da grade para cumprimentar a multidão de apoiadores, a maior parte deles sem máscara e aos gritos de "mito". A equipe que acompanhava Bolsonaro e seus filhos Laura e Eduardo também não usavam máscaras.

Também integravam o grupo que acompanhava o presidente os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Hélio Lopes (PSL-RJ) e Caroline de Toni (PSL-SC). "Estamos mudando esse Brasil de verdade", afirmou Lopes. "Estamos aqui para que você cidadão exerça seu direito de voltar a trabalhar.


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