Rádio Cultural FM 87,9
Ouvir

Barroso diz que teste das urnas não comprovou risco às eleições

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE Evaristo Sá/AFP - 22.11.2021

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta segunda-feira (29) as conclusões sobre a sexta edição do TPS (Teste Público de Segurança) do sistema eletrônico de votação, cujo objetivo era descobrir possíveis vulnerabilidades na urna eletrônica a tempo de serem corrigidas para o próximo pleito. Segundo a corte, cinco falhas foram detectadas. Em uma delas, peritos da Polícia Federal conseguiram acessar a rede do TSE, mas nenhum ataque chegou a oferecer riscos concretos ao sistema de votação.

"Eles conseguiram entrar na rede do TSE com esses ataques, mas não conseguem chegar ao sistema de votação, ou seja, é um ataque importante que nós temos que encontrar mecanismo de bloquear, mas não é grave. Só consideramos grave o que tem a potencialidade de alterar o voto do eleitor", afirmou o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, em coletiva à imprensa.

Apesar do alerta, Barroso ressaltou que nenhuma das falhas detectadas deve gerar algum tipo de prejuízo às eleições do ano que vem.

"Ninguém conseguiu invadir o sistema e oferecer riscos ao resultado das eleições. Mais do que isso, nenhum ataque conseguiu afetar o software da urna, que é o programa operacional. Tampouco houve ataque bem-sucedido ao que chamamos de aplicativo de desktop ou de geração de mídia, que é o programa [onde constam os dados de eleitores e candidatos]", afirmou o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

A sexta edição do TPS teve duração de seis dias. Nesse período, 26 investigadoras e investigadores inscritos ocuparam as bancadas do TSE para pôr em prática ataques aos equipamentos e sistemas desenvolvidos para as eleições gerais de 2022.

Ao todo, 29 planos de ataques foram apresentados pelos grupos, mas apenas cinco deles foram concluídos com achados relevantes. Barroso disse que a conclusão do teste “é relevante, mas não é grave”. O ministro classificou o resultado como “altamente tranquilizador”, visto que nenhum dos grupos acessou o código-fonte das urnas eletrônicas ou o próprio equipamento.

“Só consideramos grave o que tem potencial de mexer no resultado. Nada se apresentou com esse potencial. Mas, evidentemente, ninguém deseja que haja risco de entrada na nossa rede", destacou o presidente do TSE. "A cada ano que passa, os ataques vão ficando mais sofisticados e nós usamos esses ataques para sofisticar nossos próprios mecanismos de defesa."

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
NOSSOS PARCEIROS